Os Portos Vintage dividem-se em duas categorias: Vintages “Declarados” e “Single Quinta Vintages”, ou Vintage “clássico” e “não clássico” respectivamente.

Os Vintage “Declarados” são provenientes dos melhores anos Vintage, em que são produzidos vinhos de grande longevidade e concentração. São normalmente resultado de misturas dos melhores vinhos de mais de uma quinta. Os Portos Vintage Declarados da Croft, apesar de ter como base a Quinta da Roêda, incluem por vezes vinhos de outras quintas de topo. A Croft é uma das mais famosas companhias produtoras de Porto Vintage e os seus Vintages Declarados, como o lendário 1945 e mais recentemente o premiado Croft 1994, estão entre os Vintage mais procurados no mercado de Vinho do Porto.

A tradição de guardar algumas garrafas de Vintage do ano de nascimento de uma criança prende-se ao facto de um Vintage Declarado de uma companhia de topo – como a Croft, a Taylor’s ou a Fonseca – poder durar toda a vida dessa criança, alcançando a maturidade quando esta tiver idade para o apreciar, sendo ainda agradável na sua terceira idade. Muito poucos vinhos têm a capacidade de duração e de contínuo envelhecimento de um Vintage Declarado. É por isso que o Vintage Declarado é visto como o vinho do coleccionador por excelência e é frequentemente comprado como forma de investimento.

Devido à sua raridade e grande procura o Porto Vintage Declarado é bastante caro – apesar de ter uma boa relação qualidade/preço, em comparação com a maioria dos outros vinhos clássicos do mundo. Tal como os velhos vinhos Bordéus e Borgonha, os velhos Portos Vintage são normalmente comprados em leilão ou a negociantes especializados, que os adquirem em lotes assim que são lançados. São os vinhos perfeitos para marcar ocasiões especiais.